sexta-feira, 2 de julho de 2010


Ele deixou que seu olhar se perdesse no vazio
enquanto eu me perdia no emaranhado de seus cabelos
a risada dele me fazia pensar em folhas mortas
isso me assustava mais do que quando eu via aquele monstro refletido no espelho
é o seu funeral
você pode ficar com a última palavra agora
sinto como se eu precisasse abraça-lo e saltar muros ao mesmo tempo
não sei como explicar, mais existe algo na maneira como os lábios dele se posicionam que me deixa maluca
eu ando me respeitando mais quando vivo pra dentro, ando sentindo mais, chorando mais, digamos que até demais
eu cortei o fio imaginário de alta tensão que separa o teu lado da cama, me vejo tão ignorante a respeito dessa forma de amar
não quero voltar ao abismo escuro dos sentimentos fúteis, não quero ser vitima da minha própria violência mental
não dessa vez
as coisas estão sem foco, o que se sente é meramente forçado.
Mas no mundo interno há cores e borboletas a percorrer meu intimo
Eu nem sei bem o que, ou como acontece. Mas creio ter encontrado a melhor forma de dirigir minha desilusão
nenhum sentido cabe em nenhuma palavra.
Agora vivo sob extremos.
Sinto-me incrivelmente patética e ao mesmo tempo, bem distante do resto.
Percebo, mas ainda sim entendo minha sensibilidade como reduzida.
Sinto ferozmente os gostos do que é dar a cara a tapas e não sentir a dor que acha ser suficiente para a cura.
se torna irônico, levo um tapa na cara, mas ainda sim não me sinto culpada.
sempre as mesmas palavras
sempre as mesmas atitudes opostas, que me causa náuseas constantes.
me sinto anti-horária
aprendi a cultivar o insolido e agora caio em cacos
sobretudo tiro o melhor, e não sinto vulnerável mas sim o oposto.
no momento o que mais valorizo, são os bloqueios reais que minha imaginação me proporciona.


By:Inayara T

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